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Titulo: Kemono no Souja Erin
Gênero: Drama
Estúdio: Production I.G.
Formato: Série de TV / 50 episódios
Ano de produção: 2009

O reino de Ryouza tem uma longa história de poder econômico e militar, onde a rainha e sua família reclusa são os governantes, em nome, mas a verdadeira autoridade está nos militares do grão-duque. A força central deste exército depende dos Touda, enormes e ferozes lagartos que são criados e treinados somente para uso dos militares do duque. Em uma pequena aldeia vive uma jovem chamada Erin. Sua mãe é uma "beastinarian" que cuida dos Touda. Mãe e filha viviam relativamente bem até o dia que uma doença desconhecida de repente mata o maior Touda da aldeia. Na sequência de eventos a Erin aprenderá sobre a responsabilidade e trágedia dos beastinarians, além das verdades que definirão o curso de sua vida que haverá de abalar as raízes da nação mais poderosa do mundo.

Adaptado do romance da Uehashi Naoko (autora do famoso romance de fantasia Seirei no Moribito, também transformado em anime), a primeira coisa notável em Kemono no Souja Erin é a sua arte e trilha sonora. A nível visual, o anime emula ilustrações de livros de histórias para crianças, com personagens simples e com pouco espaço para exageros no design, além de cenários desenhados com charme, cores sólidas e embaçadas delineadas com linhas ásperas. A trilha sonora é repleta de melodias agradáveis a base de violão, piano e harpa, enquanto a OP e ED da série apresentam canções líricas e animação abstrata.

Embora os aspectos técnicos de sua produção não sejam particularmente notáveis, o estilo estético acrescenta outra camada de folclore e mito para construir a fantasia apresentada. Aliás, um mundo rico a sua própria maneira, que vai até aos detalhes da flora e fauna no meio ambiente, a mistura de animais reais, plantas e comportamento de insetos com criaturas míticas para dar vida a natureza presente. Tudo sendo apresentado com propósito e lógica.

No entanto, a construção de um cenário vasto e detalhado para contar uma história profundamente entrelaçada leva tempo. E Erin não toma atalhos, sempre prosseguindo em ritmo tranquilo para nos mostrar esta história comovente.

A propósito, a heroína que dá nome a série é de um realismo convincente. Embora sua vida seja constantemente tingida com tragédias, nem Erin e tampouco a própria narrativa geram reações exageradas de melodrama. Também nos é demonstrado que a personalidade perspicaz, empática e madura de Erin - além do seu conhecimento incomum - estão enraizados diretamente a partir de observações e experiências que ela teve ao longo de sua vida. Todos os mentores que a Erin teve, tiveram a responsabilidade de moldar uma mente curiosa e inteligente. O que talvez a faça a melhor heroína de anime dos últimos anos.

Com uma história metódica e cativante que não menospreza a inteligência do público, os únicos pontos fracos relevantes da série é que a história do livro começa pelo episódio 6 do anime. Ou seja, episódios 1-5 são fillers. As razões de algumas mortes e separações são melhor explicadas no livro, que também não costuma ter alívio cômico ocasional como o anime; em especial, na primeira metade.
Imagem © Keisuke Watabe & CLAMP
Imagem de Northarc & Ningyo Hime
Layout por Komet Tails Designs