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Titulo: Narutaru
Gênero: Drama
Estúdio: Kid's Station
Formato: Série de TV / 13 episódios
Ano de produção: 2003

Tamai Shiina é uma menina normal que está a visitar a ilha de seus avós. Uma noite, ela tem um estranho sonho. Quando ela sai para nadar no dia seguinte, ela encontra acidentalmente com uma criatura em forma de estrela mas quase se afoga. Depois de recuperar-se, ela descobre que a criatura em forma de estrela é real e rapidamente a nomeia de Hoshimaru. Shiina decide levar Hoshimaru junto consigo para casa. Posteriormente, quando as coisas começam a ir horrivelmente errado, a verdadeira natureza do Hoshimaru será gradualmente revelada.

Honestamente, da impressão que o criador do mangá de Narutaru esteve ganhando inspiração a base de ácidos alucinógenos para criar tal estória, e por seguinte os criadores do anime seguiram igual caminho para fazer uma abertura brilhante e feliz que contrasta fortemente com o humor sombrio que impregna na série posteriormente. Aliás, se fosse descrever Narutaru em uma palavra, ela seria "enganando". Enganando o espectador ao fazê-lo acreditar que este anime seja estilo Pokémon onde o maior problema de seus personagens seria treinar suas pequenas e atraentes criaturas.

A primeira e segunda metade desta série são opostos polares em termos de humor. Misterioso e impossível de predizer, ainda assim a primeira metade pode ser considerada enfadonha para certas pessoas; embora isso ajude a introduzir os personagens e a estória. Em todo caso, a série da grande enfoque a assuntos psicológicos e sociológicos que ocasionam as tragédias em sua segunda metade. A violência é geralmente implicita, mas francamente, quando você vir uma sombra da cabeça de um sujeito, e então na próxima cena você vê que metade daquela sombra está faltando junto com salpico de sangue como tempero, você consegue imaginar de forma explicita a cena. Além da violência fisica e psicológica, também há insinuações sexuais de estupro, pedofilia e incesto; e isto tudo envolvendo crianças.

Entrementes, com somente treze episódios, o anime termina sem solucionar alguns de seus mistérios centrais. Enquanto normalmente isso pode ser considerado um problema, os personagens e suas psicologias atenuam este detalhe e fazem deste anime atrativo (e perturbador). Mas para quem quiser saber dos seus mistérios, ver a protagonista tendo um desenvolvimento real (no anime ela continua na mesma do começo ao fim) e deslumbrar um final deveras interessante, o mangá de origem com os seus 12 volumes é a solução. Todavia, é interessante notar que por certas cenas chocantes, este mangá teve sua publicação proibida em certos paises.

Sobre a parte técnica, a estética claramente não foi uma prioridade importante em Narutaru. A maior parte do tempo a arte é por demais simples (ou simplesmente malfeita), e o character design é mundano e ligeiramente repetitivo. Às vezes, é até difícil de distinguir homem de mulher e vice-versa. A animação é mediana - quando muito - e a atuação dos dubladores é decente. A trilha sonora é digna de elogio, pois é simplesmente surpreendente como pode ir de tranqüila e serena para um clima de suspense ou lúgubre.
Imagem © Keisuke Watabe & CLAMP
Imagem de Northarc & Ningyo Hime
Layout por Komet Tails Designs